sábado, 9 de janeiro de 2010

Bom Dia

Bom dia...um dia num sitio novo... Já há muito não sentia o entusiasmo de um novo começo.

Sim, é assim que devemos ver tudo: um novo começo! O que exige mais coragem não é propriamente começar de novo, mas decidir que se tem de o fazer. Normalmente, já estamos demasiado acomodados à nossa vida para fazer o que quer que seja. É inevitável, a acomodação. Mas o insuportável move montanhas... e quando já não podemos mais, entramos em conflito connosco mesmos. A minha definição de tristeza. Um vazio que nos obriga a questionar o que está mal.

Cada qual cria a sua prisão. Não é necessariamente mau. Apenas acontece. O melhor que podemos fazer é torná-la confortável o suficiente para, quando desejarmos, saírmos dela.

A minha prisão anterior era tortuosa. Injusta. Mas saí. Devo-o a algumas pessoas, a dois blogues e a mim mesmo.

Sinto-me feliz na minha prisão actual. E vocês?

Se sim, tenham um Bom Dia.

Se não...ainda vão a tempo de o ter.

Nirvana Blue

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Boa noite

Boa noite, amigos.

Boa noite para todos aqueles que preferem continuar a dormir.

Vemo-nos num amanhã que só vocês escolhem quando chegará.

Aproveitem os sonhos de agora, porque os de amanhã serão muito mais reais.


MFerreiro.

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Block

I'm not brainstorming, I'm brainwrecked.

Brainwreck -> Thinker's block -> Writer's block


MFerreiro.

domingo, 3 de janeiro de 2010

Sem

Feliz Natal atrasado, caros leitores.

Natal, esse tão feliz e falso tempo de amor e caridade. Bom, enough of that.

Bom ano, caros leitores.

Ano Novo, Vida Nova.

Porque não? Aquilo de que precisamos para mudar de pele é, por norma, uma desculpa. E porque não usar o ano novo? De certo modo, ele também nos usa a nós: temos que vestir qualquer coisa bonita, comprar camarões, pô-los de uma forma bonita para os convidados lá em casa, fazer comida para muita gente, etc.
Por isso vamos vingar-nos do ano que acabou de passar, e investir neste novo como se não houvesse um próximo.

"Este ano vou dar tudo por tudo".

Se este ano pensar isso, vai correr tudo tão bem. A Faculdade vai continuar difícil. Os amigos vão continuar a dar vontade de beber um café à noite. A família vai continuar a "pedir" para chegarmos um bocadinho mais cedo a casa. As costas vão continuar a pedir para chegarmos um bocadinho mais cedo à cama.
Mas... Se quando chegarmos levarmos, além do cansaço, o sentimento de missão cumprida... Podemos ser mais felizes que isso? Se desempenharmos o nosso papel, a nossa função, o melhor que podemos... Mais ninguém nos poderá exigir mais do que isso.

"Hoje vou exigir de mim um bocadinho mais do que ontem."

E faço isto só este ano, porque não vai haver um próximo.
Mas a magia da vida está exactamente aí... É que há sempre mais um. Mais um ano, mais um dia, mais um bocadinho. Se no último bocadinho der tudo por tudo, tudo valeu a pena. E até lá, vou dando tudo por tudo, porque é a maneira que tenho de o meu pequeno tudo valer tudo o que tenho.

"O que tenho chega para conseguir o que me falta."

Está tudo à distância de um pequeno esforço, por maior que ele seja. Se faz parte do nosso futuro, caminhar para ele é sempre um pequeno esforço.

E por isso, deixando o sono falar um pouco mais alto, termino.

Um bom ano, caros leitores. Um óptimo ano, amigos, e que todos sintam pelo menos tanta vontade de vencer neste ano como eu. Mas não se prendam por mim... You know what they say: "The sky is the limit!"

Viva 2010. Chegou em boa altura.


Felicidades,
MFerreiro.

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Bu

Quase um mês.

Quase um mês estive eu longe de vocês, caros leitores.

No entanto, aquilo que para vocês foi quase um mês, para mim foi quase um ano.
Corri, sempre atrasado, para todo o lado. Corri, trabalhei, estudei, falei, olhei, aprendi, desaprendi, corri mais ainda, andei de transportes, sempre cronometrando o tempo de cada um, esperei por semáforos, por carros, por transportes públicos, por elevadores, por ser atendido, por comer, mas nem quando esperei consegui descansar, havia sempre demasiado na minha cabeça, nas mãos, nos bolsos, aos ombros, às costas e nas costas. Sim, no meio de tudo isto, ainda consegui ir fazer uma radiografia às costas.

Cantei, sorri, dancei, saltei. Mas muito pouco. Muito menos do que gostaria, do que preciso, sabem? Há sempre uma mão negra à volta do tronco que nos aperta e tira o ar, ou nos empurra e nos atira de cara ao chão, ou nos puxa e nos senta sem querermos, ou nos abana e nos confunde.

Essa mão negra é nossa. Mas isso é muito difícil de ver, sabem?

Quando esperam por algo, acabam por se convencer de que isso irá acontecer... Acabam por criar as expectativas, por se sentir bem em esperar tal coisa.

Errado.

Criam-se expectativas, cria-se uma obsessão pela proximidade do real ao imaginário: aquilo que desejámos terá que acontecer como desejámos.

E as lâminas da desilusão são mais fortes que o relembrar dos bons velhos tempos. Rasga-os, fere, e perfura todos os tecidos, menos os do futuro promissor.

"Amanhã será um dia melhor". Todos os dias penso ao deitar. But it doesn't work so often...

Acordo agitado... Não como, não falo, só corro... "Ok, este é daqueles dias..." Em que nunca irei parar. Nunca irei conseguir respirar neste dia. Nunca irei conseguir olhar para uma nuvem, ou para um pôr do sol, ou para uma flor, e deixar-me contagiar pela sua beleza, e transformá-la em bem estar. Não me deixam, só me empurram, não me deixam esticar um braço, abrir a boca, esboçar um sorriso, dizer duas ou três palavras... Não, hoje nunca irei conseguir dizer "Eu Amo-Te"... Não me deixam...


MFerreiro.

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Paragem

"Não consigo.

Tenho as mãos atadas aos pés... Correr não é possível e, mesmo a andar, o máximo que consigo é tropeçar em mim próprio, desequilibrar-me e cair. Escorregar naquilo que vejo mas de que não me desvio, e aterrar de cara no pó do meu caminho. Firo-me, sujo-me, inspiro a poeira, tusso, e recupero. Mas tudo continua na mesma. Não será depois de cair uma vez que conseguirei andar. Não será por aprender a andar de mãos atadas aos pés que conseguirei andar.

A salvação está em tirar os nós.

É dos nós que tenho que me livrar, não posso aprender a viver com eles... Eles não fazem parte de mim. Nem eu sou parte deles. São um desafio, uma tarefa como qualquer outra. A única maneira de conseguir correr é levantar-me e acelerar. Pode não ser a corrida mais rápida de sempre. Basta não parar, não travar. A cada minuto que parar, terei perdido mais um minuto. Mais um de tantos, de demais. A vida não espera por ninguém. E o medo de perder a boleia é demasiado destrutivo para que alguém o possa ter. Eu ganhei-o, porque falhei, porque quis, porque dava trabalho, porque isto, porque aquilo, porque não tinha forças, porque não era capaz, porque sou estúpido e derrotista. As únicas coisas que ganhei foram os vícios do pensamento cíclico e autodestrutivo.

A salvação está em encontrar a força.

Encontrar a paz interior, encontrando a força que a cada um é dada, à nascença, com a experiência, não sei. Mas todos temos uma. Que tem que ser encontrada, desenvolvida, e assegurada.

A perdição encontra-se nela mesmo.

O início da guerra é sempre com guerra. Enquanto não for travada, continuaremos sempre a perder-nos, interiormente, como pessoas, e exteriormente, como sociedade.

Encontra-te. Tenho que me encontrar. Sou capaz. Sei que sim."

Excerto de "O dia em que me perdi", um conto de Kaz'Ka Anush.


MFerreiro.

domingo, 15 de novembro de 2009

Móvel

"De apático a dinâmico,
de solitário a social,
de incapaz a inteligente,
de pecador a santo,
de desligado a motivado,
de dormente a sensitivo,
de desgastado a fresco...
Mais uma vez santo? Pois, não sei.. Deixar alguém caído, inconsciente, para mim é desumano.
Nem sempre a vida nos sorri, e por vezes acabamos por fazer coisas que não esperávamos...De bom e de mau... Não devemos julgar alguém por aquilo que faz, mas por quem é..

Tudo tem bastidores. Tudo tem uma cortina que tapa o trabalho complexo dos olhos de um comum espectador (Merda, não me consigo explicar.. "Merda no meio das pernas, não me consigo explicar debaixo dos lençóis.." Creio que seja assim...)

Estará na hora de me deixar de análises do foro psico-social? Sim, depois das escadas da redenção, o melhor a fazer sera mesmo pousar a caneta virtual e descansar, finalmente descansar..."

Excerto de "Memórias do meu presente", por Christopher Reeves.


MFerreiro.