domingo, 13 de junho de 2010

Release

Oh dear dad
Can you see me now
I am myself
Like you somehow
I'll ride the wave
Where it takes me
I'll hold the pain
Release me
----------------------------------------PEARL JAM

Estás aí?...
Aínda não te vejo, com essa ânsia de agradar a todos...
Por favor, foge da eterna inadaptação.

Aínda me lembro de tocarmos Strokes e Silverchair, e tu, fiel a quem eras, tinhas medo até de esboçar o minimo sorriso. Mas nós sempre te aceitámos pacientemente, reconhecendo a estrela que morava dentro de ti. Sabiamos que estávamos com uma pessoa que era quem era sem enganar ninguém, e isso era mais importante do que cantar ou não.
Tu, calada, irradiavas mais luz do que agora, escondida atrás da imagem que criaste para ti (ou que criaram para ti).

Eu adorava quem eras. Apesar de me achares algo insignificante, talvez parte de um grupo, sem significado individual.

Agora olho para ti com a esperança que acordes. Não pares aí. Liberta-te. Gostas mesmo da tua situação? Diz-me que não, diz-me que estás farta, diz-me que é agora. Parte TUDO.

Não te escondas na sombra do teu antigamente. Não apagues quem realmente és.

I dream about how it's gonna end
Approaching me quickly
Living a life of fear
I only want my mind to be clear...

Lembra-te disto.

domingo, 23 de maio de 2010

Porcelain

Moby...


Porcelana

Houve dias em que ao teu toque adormeci...calma e suavemente, contemplando as tuas feições de anjo. Tal como houve muitos em que chorei no teu ombro, sempre carinhoso e envolto no meu corpo. Tenho ciúmes de todos os que alcanças com o teu sorriso, e pena de não estar sempre dirigido a mim, ou pelo menos tantas vezes quantas queria. Apercebo-me, hoje mais que nunca, que não posso medir a falta que me fazes, e que se assemelha perigosamente ao amor. Não suporto um esgar de tristeza teu. Conta-me o que se passa. Começaremos um livro de palavras faladas que voltaremos a visitar, um dia mais tarde. Eu mereço...tu ainda mais.
Um Beijo, de mim para ti.

para a G...

Nirvana Blue

segunda-feira, 10 de maio de 2010

ANTS MARCHING

One,Two(...)

Carrego algo que não posso partilhar. Algo que assegura a minha, a nossa subsistência. Dou mais um passo, retomo a cadência...

Vivo pouco tempo, e esse tempo é usado para garantir as próximas gerações. Não olho senão para a frente. Parar é morrer. Espelho da profunda solidariedade que nos une a todos. Tudo o que encontro pode ser usado, e levanto tudo com uma força que provêm do puro instinto. Não há descanso, estou programado assim pelos desiginios de um Deus que não consigo compreender, a Natureza.
Tudo funciona. Todos os obstáculos feitos com o exclusivo propósito de serem ultrapassados.

É urgente perceber. Uma vida de trabalho sem benificio. Uma civilização com milhões de anos. Nasci da terra e para ela voltarei. Sem nunca temer, sem nunca me lamentar. Não me é permitido pensar...nunca percebi nada...

Nirvana Blue

Aproximação

Quase no ponto de ruptura, noto pequenas falhas na auto-definição do meu carácter, A pequena nuance de que me orgulhava profundamente parece já não fazer sentido.

O teu interior empurra uma alma estilhaçada para fora, e cada arrastar de vassoura faz-te sangrar por dentro. Quando acaba, sentes-te impotente e assoberbado pela verdade. Derrotado. Deixas de lutar. Afogas-te e tocas no fundo do oceano. Talvez ali sejas mais feliz. Procuras uma base para ressurgir mas a mão escorrega incessantemente. E voltas a pensar no crime que cometeste...

Afinal, Deus não é senão a parede branca do teu quarto. E se Ele é o Homem...eu deveria estar farto.

Nirvana Blue

Delta

Cada um por seu caminho,
União desfeita.
Rios que se separam, após uma breve união.
Um copo cheio de vento na palma de uma mão.
Na outra nada senão a solidão.

Nirvana Blue

sábado, 3 de abril de 2010

ESTH: Medo

O medo afasta-nos daquilo que queremos, daquilo que somos, daquilo que precisamos. O mecanismo que nos protege de saltar para um abismo é o mesmo que limita o nosso próprio desenvolvimento. É o mesmo que nos pousa suavemente no abismo do progresso (ponto em que este toma o seu valor mínimo).
Quais as vantagens? E as desvantagens? Será que compensa recearmos as perdas, sem olhar aos ganhos?
Temos o medo como reacção instintiva, não racional. Mas não é a nossa luta contra a inconsciência uma prioridade? Fazemos máquinas com dispositivos de segurança, varandas com protecções, telemóveis com códigos de acesso. Com tanta segurança, de que nos serve hoje o medo?
Se formos assaltados, para que precisamos de nos sentir vulneráveis, se apenas nos vai turvar a visão? Para quê tremer, se podemos enfrentar a situação com calma e cabeça fria?
[Atenção: Não quero incitar ninguém a desafiar um gangue de dezenas de pessoas. Digo apenas que de nada servem as reacções associadas a, e provocadas por medo. A mente clara e limpa resolve tudo mais rapidamente.]
A adrenalina é libertada em situações potencialmente perigosas, mas esta apenas nos torna animais mais capazes fisicamente, turvando-nos as capacidades racionais que não tenham como objectivo a fuga, a sobrevivência animal. Sim, ficamos mais rápidos, mais fortes, com melhores reflexos, mas perdemos precisão, minúcia, habilidade. É algo que temos que pesar e medir.
Ainda assim, a adrenalina não provoca a sensação de medo, é uma relação causa-efeito unívoca. Assim, podemos controlar a quantidade de adrenalina que nos circula no sangue, seja através de controlo assistido - recurso a químicos externos, sintéticos ou não - ou de auto-controlo. Para este último será preciso recorrer à meditação como caminho do auto-conhecimento, a consciência da nossa própria natureza.
A origem do medo tem que ser encontrada em nós mesmos. É dentro de nós que ele vive, e é lá que deve ser compreendido, controlado e, pelo menos, minimizado. O medo é a característica mais animal que temos, e não nos podemos sujeitar a ele.
Todas as nossas acções devem contribuir para o controlo pessoal, individual, da nossa existência. Se o medo está tão ligado à nossa base, ao nosso núcleo (conjunto de acções e reacções), devemos abandoná-lo, impedir o seu alastramento.

MFerreiro.

quinta-feira, 1 de abril de 2010

Farewell And Goodnight

No princípio era uma pequena verdade, assimilada por aquilo que nos compele a Acreditar.
Tão imutável e preparada como tantas outras, unida por um fio de contentamento pela escolha feita.

Um Milagre, se é que tal pode existir. Um olhar bastou. O aroma que libertavas naquela altura, como em tantas outras, vem novamente ao de cima. Ainda o recordo, e tenho saudades dele.

Já nada restava de mim. O combate incessante pela mudança não compensara, e deixara a sua marca. A dor fez-se sentir quando pensei em baixar os braços, já o galo clamava o final da escuridão e consequente amanhecer.

O mundo mudou naquele dia. Assim que acabei a conversa senti precisar de uma calma que só o agridoce paladar da nicotina tráz, bem como o fumo que sai dos pulmões, ora quentes, ora frios, e sempre trementes, após tanta excitação.

O Amanhã seria mais claro. Ou não. Mas naquele momento só esse pensamento me movia, uma montanha de quilómetros de altura, já desgastada por uma erosão longa demais, e certamente eterna.

Todos nós Somos. Comemos, bebemos, rimos, pensamos, sentimos. Sofrer faz apreciar a Vida. Ainda que a maldigamos por momentos. Olhar para trás? Porque não? Se nos vai ajudar a cumprir o nosso tempo alugado a um ser superior, ou aos nossos descendentes; ou até a melhorá-lo, torna-se um passo importante a tomar para o bem daquilo que nos rodeia. Mas não nos esqueçamos...tudo tem um preço.

Recordo a tua cara uma ultima vez. Rio-me. Já não significas aquilo que tantas noites me deixou acordado. Que alivio.

Até Sempre.